Jogo do Mês

O jogo do mês de novembro é battlefield 3

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Análise: Brutal Legend




  • VisualNota 90
  • JogabilidadeNota 85
  • ÁudioNota 100
  • DiversãoNota 100
O imbatível humor escrachado de Tim Schafer é hoje quase um sacramento na indústria de games. Afinal, segundo o próprio, foi a abordagem hilária e criativa que permitiu que pedradas como Day of the Tentacle e Grim Fandango entrassem para os anais da história dos games mesmo com as consideráveis limitações técnicas das plataformas do início dos anos 90.

Mas, ei! Agora a sétima geração está a todo o vapor, com gráficos muito mais rápidos e convincentes — para não falar em uma melhoria gritante no que diz respeito a reações físicas. Esse então não seria o ambiente perfeito para que a incontestável maestria de Schafer destilasse uma obra ancorada nas suas influências mais evidentes (games, humor e heavy metal... não necessariamente nessa ordem)?

É claro que é! E é justamente daí que nasce o icônico Brütal Legend, uma homenagem caricata e de muito bom gosto a uma época em que solos de guitarra lentos não eram solos de guitarra; em que se vestir de forma andrógina era apenas uma questão de estilo. Tudo isso devidamente calcado em uma deturpação própria (e um tanto inocente) de uma porção de elementos da mitologia nórdica.

Batman: Arkham City

Batman: Arkham City   XBOX 360
 Batman: Arkham City – XBOX 360
Batman Arkham City é o sucessor do célebre Batman Arkham Asylum. Em vez de concentrar a experiência de jogo dentro dos muros do clássico asilo de super-vilões, Arkham City toma como palco uma ampla área de Gotham City. Após tomar para si todo o crédito pela derrota do Coringa no primeiro jogo, o diretor de Arkham, Quincy Sharp, resolveu elevar a novos patamares os seus planos para a recuperação dos piores criminosos de Gotham. Para tanto, o megalômano diretor comprou toda a parte pobre da cidade, a fim de transformar toda a área em um gigantesco hospício.
Dessa forma, é transportada para a recém-criada Arkham City uma imensa quantidade de criminosos, sendo que o único mandamento é: não tentem escapar; risível, naturalmente. Para fiscalizar o novo município, Sharp vai atrás de Hugo Strange, psiquiatra maníaco e também um dos primeiros vilões do Homem-Morcego — e que parece ter seus próprios planos para o futuro do local.
Mas a coisa realmente começa a pegar fogo no local quando o famigerado Duas-Caras, em uma tentativa de ganhar status junto aos delinquentes de Arkham City (e também junto aos de fora), desenvolve um plano para assassinar publicamente a Mulher-Gato. Dessa forma, é chegado o momento de o Homem-Morcego intervir novamente, seja para preservar a paz no que restou de Gotham ou para proteger seu antigo e inadmitido affair.

Análise: Kinect

kinect (Foto: Divulgação)
Notas do editor
  • 9
  •  
  • 10
  •  
  • 9
  •  
  • 8
Prós
  • Conceito inovador.
  • Tempo de resposta.
  • Integração com o sistema.
Contras
  • Problemas com localização.
  • Dificuldade de adquirí-lo.
Conclusão
Sem duvida o Kinect é um dos acessórios mais inovadores da historia dos games. Quebrando o paradigma de sedentarismo, ele promete interação total dos jogadores com os games, utilizando o corpo inteiro para efetuar os movimentos necessários. Pena que ainda seja um item raro de se encontrar aqui no Brasil, porém, vale a procurar por um.





Fonte: Baixaki Jogos (c)




Sem duvida o Kinect é um dos acessórios mais inovadores da historia dos games. Quebrando o paradigma de sedentarismo, ele promete interação total dos jogadores com os games, utilizando o corpo inteiro para efetuar os movimentos necessários. Pena que ainda seja um item raro de se encontrar aqui no Brasil, porém, vale a procurar por um.

Funcionamento
Kinect é formado por duas câmeras, uma padrão RGB comum e a outra composta de um sensor infravermelho. Através delas, os sensores conseguem captar a profundidade, altura, largura entre outros elementos, para que se possa formar o conjunto 3D utilizado nos games. Além disso, o modelo conta com um microfone para comandos de voz.
Logo na primeira vez que o modelo é conectado ao Xbox 360, uma atualização é exigida para que seja completada a configuração do modelo. Depois do procedimento, é possível começar a usufruir do aparelho. A primeira coisa a chamar a atenção é navegação pelos menus utilizando apenas a sua mão. Com o movimento, é possível acessar informações da sua conta e navegar pela Xbox Live.
Integração com o jogador
Para explicar melhor o funcionamento do Kinect, utilizamos o game Kinect Sport, que não está incluso no kit do modelo (o jogo incluso no pacote é o Kinect Adventure). Para quem não conhece, o game é composto de diversos esportes, entre eles: futebol, vôlei de praia, boxe, tênis de mesa e provas de atletismo. Com eles podemos explicar melhor os prós e contras doKinect.
Movimentos precisos, mas nem tanto
A grande verdade em torno do Kinect é que cada game possui mais eficiência no reconhecimento dos movimentos do que outros. Um exemplo: Nas provas de boliche de Kinec Sports, o movimento para arremessar a bola em direção aos pinos é em tempo real, com pouquíssimo delay (intervalo entre a execução do movimento e a sua reprodução). Mas quando, no mesmo game, jogamos outro esporte, como por exemplo Boxe, a precisão desses movimentos não é exatamente a mesma. Neste caso é possível notar um pequeno delay na execução dos golpes.
Mas é importante ressaltar que o sensor trabalha muito bem todo o seu corpo. O Kinect Sports conta com um jogo de futebol que representa muito bem essa idéia. Com ele, você precisa fazer movimentos similares a chutes para tocar a bola para seus companheiros de time ou para finalizar ao gol. Na hora em que o time adversário está atacando, você deve efetuar movimentos para interceptar as jogadas, mas quando eles conseguem chegar ao seu gol, é hora de trocar os pés pelas mãos e tentar defender os chutes dos adversários, soltando o goleiro que existe dentro de você. Depois de algumas partidas, é muito difícil não ficar com a camisa suada e com a respiração acelerada em consequência de um certo cansaço.
Chame seus amigos para o jogo
Uma das grandes vantagens do Kinect é a possibilidade de dois jogadores utilizarem o aparelho ao mesmo tempo. Porém, isso pode se tornar uma dor de cabeça, uma vez que, após o procedimento de reconhecimentos dos jogadores, nenhum deles pode cruzar a frente do outro, senão o console para o game e reinicia o processo de scaneamento. O processo é rápido, porém pode se tornar um problema no meio de uma partida importante ou que exija a adrenalina nas alturas, como as provas de atletismo de Kinec Sports, que necessitam de movimentação constante dos jogadores.
Problemas com espaço
Talvez esse seja o grande problema do Kinect. Para usufruir o aparelho, é necessário utilizar um bom espaço em sua sala, principalmente em jogos que exigem muitos movimentos, como as provas de atletismo citadas acima. Em uma delas, é necessário correr (movimentando as pernas no mesmo lugar) e saltar assim que seu personagem atingir determinada marca, simulando assim o movimento de uma prova de salto em distância. Quando utilizado o acessório muito próximo de seus sensores, as câmeras não conseguem localizar com precisão onde fica exatamente o chão, fazendo com que a sua velocidade, por mais que você “se mate de pular”, não seja a necessária para tal proeza.
Outro problema é em relação as suas “fugas da câmera”. Embora no visor você esteja aparecendo por completo diante do aparelho, muitos jogos exigem movimentação para frente e pra trás, como as provas de vôlei, por exemplo. Nessas provas, é necessário realizar um saque, correr para a rede e ainda pular para cortar ou bloquear seus adversários. Diante disso, se o espaço utilizado não for considerado excelente (essa configuração é feita antes de iniciar a partida), em muitos momentos no jogo, seu personagem não irá executar os movimentos necessários.
Preço no mercado nacional
O preço “fixo” do aparelho no Brasil é de R$599,00. Muitos acham caro, porém se levarmos em conta os benefícios que o aparelho pode nos proporcionar em termos de diversão, principalmente, com amigos e familiares, vale a pena o investimento. Ainda mais para quem já possui o console Xbox 360. Mas se você ainda não possui o console e que investir no Kinect, a coisa complica, pois o preço total da compra conjunta pode chegar a casa dos 2 mil reais.
Em falta no mercado
Diante do enorme sucesso, no dia de seu lançamento, o acessório esgotou-se praticamente em todo o Brasil. Apenas lojas que insistiam em aumentar o preço do modelo, ainda contavam com algumas unidades em seu estoque. Depois do Natal, a tendência é que a situação melhore, porém ainda é uma tarefa árdua achar o modelo à venda com extrema facilidade. O jeito é entrar na fila de espera adotada por muitas lojas (físicas e virtuais) e esperar pela oportunidade de pôr as mãos no seu. Acredite, vale a pena o esforço !
Ficha técnica
  •  
ConexõesUSB
Dimensões(AxLxP) 35,5 x 12,9 x 10,19
Voltagem110V
Peso0,325kg
Conteúdo da Embalagem01 Kinect + Jogo Kinect Adventures (completo) + Cabo usb





Análise: Rage

Já lá vão dois anos desde que vi Rage, à porta fechada na gamescom de 2009. Na altura fiquei francamente impressionado com o que vi, pelo que foi apresentado, desde o ambiente, passando pelo conceito de jogo, e sobretudo pelo fantástico motor de jogo (id Tech 5), que sustentava um visual impressionante a uns sólidos 60fps. Chegámos agora à sua versão final, e será que estes dois anos foram benéficos para o jogo? Ou se por outro lado foi um hiato, com uma constante evolução tecnológica, que dissipou um pouco o entusiasmo da altura?
O conceito global de Rage é interessante, mas existem pontos que lhe retiram alguma qualidade, como por exemplo a sua história algo vaga, que nunca chega a criar uma grande imersão no jogador. Em Rage, estamos num mundo pós-apocalíptico, um pouco ao estilo de Fallout. Somos um sobrevivente do impacto do asteroide Apophis, vamos deambulando pelo mundo criado pela id Software, conhecendo personagens, localidades, interagindo com o meio, completando missões em troca de diversas recompensas.
O conceito global de jogo não é novo, já o vimos em vários títulos, como o já referido Fallout. O que o afasta um pouco é a sua maior simplicidade, apesar dos elementos RPG presentes. Rage é em primeiro lugar um shooter e só depois um RPG. A jogabilidade é típica de um FPS, sendo depois complementada com alguns elementos dos RPG, e também a inclusão de veículos ao bom estilo de MotorStorm para a PS3.
Rage é sem dúvida um jogo que faz jus às produções da id Software. É um shooter divertido, com armas para todos os gostos, e possui um ambiente formidável. É realmente no campo visual que Rage impressiona, sobretudo pelo design de todo o ambiente, tornando-o credível e muito apelativo aos olhos. Os lugares a visitar são de um pormenor artístico assinalável, recriando localidades, desfiladeiros, e até zonas subterrâneas, tudo como nunca foi visto num videojogo até à data. Sem revelar muito, para não estragar o efeito surpresa, não poderia deixar de mencionar a fantástica recriação da chamada Dead City, com os edifícios em ruínas, onde existe a sensação real de que estamos num mundo que sofreu uma devastadora catástrofe.

Mais sobre Rage

Mas existem falhas gráficas de assinalar. Temos muitos problemas de pop-ups, quando viramos a câmara para a esquerda ou direita, as texturas demoram a carregar. Outro ponto a desfavor neste campo está relacionado com a fraca qualidade de muitas das texturas. À primeira vista, com o conjunto geral do que é apresentado, não notamos as texturas de baixa resolução, mas se olharmos com mais atenção podemos verificar que muitos dos objetos e partes do cenário possuem texturas horríveis, que são disfarçadas pelo design geral.
Compreendo perfeitamente estas falhas a nível gráfico, pois a id Software queria entregar um jogo com uns sólidos 60fps, e é assim que acontece. A versão testada é a do PC, com uma resolução de 1080p e AA 8x. Posso garantir que corre fantasticamente, pelo menos no computador onde o jogo foi testado (Intel Core i5 com uma ATI HD 6950 2GB e 4GB de RAM). Mas esta performance apenas foi alcançada através da atualização dos controladores da placa gráfica, criados especificamente para este jogo. Sem esta atualização o jogo não passava dos 30fps, havendo alturas em que descia dos 15fps, o que o tornava injogável. Rage, na sua versão PC, apresenta também muitos erros clamorosos, principalmente os crashes constantes no carregamento de níveis. Também existem problemas visuais com as personagens e até com as armas, que por vezes aparecem imperfeitas no ecrã, com erros nas texturas. Uma atualização é imprescindível para melhorar a experiência de jogo. É incompreensível como entregam um jogo repleto de erros.
Colocando de parte as características mais técnicas desta versão, passo ao que o jogo oferece, em jogabilidade, enredo, desafio e até entusiasmo. Rage não tem propriamente um mundo aberto, as missões são um pouco lineares, em que temos sempre um indicador no mapa da rota a seguir para determinado objetivo, tornando assim a tarefa do jogador mais facilitada, onde quase nunca nos sentimos perdidos no que temos que fazer. Como é óbvio, existem missões principais, que nos fazem avançar na estória, e outras secundárias para aumentar a longevidade do jogo e presentear o jogador com dinheiro ou itens.
As missões que nos são atribuídas são quase todas muito simples. Tempos que eliminar determinados inimigos, desbloquear acessos, procurar pessoas desaparecidas, ajudar determinadas localidades com as suas necessidades, e por aí adiante. Não é nada de muito inovador, são objetivos comuns que já fazem parte deste género de jogo. O que realmente empolga em Rage não são as tarefas a efetuar, mas sim como as executamos, mais propriamente como eliminados os inimigos através do imenso arsenal à nossa disposição.
Temos variadíssimas armas, desde do divertido wingsticks (uma espécie de bumerangue) que decapita o inimigo, passando por turrets, caçadeiras, pistolas, metralhadoras, e muito mais. A personalização das armas é imensa. Podemos selecionar qual o tipo de munição a usar, adquirir upgrades que melhoram o seu desempenho, construir as nossas próprias armas através de itens encontrados, ou simplesmente comprando nas várias lojas espalhadas pelas localidades. O arsenal bélico é realmente gigantesco, onde temos variadíssimas maneiras de eliminar o inimigo, sendo essa uma das partes mais divertida do jogo.
A personalização é de facto um dos pontos fortes do jogo. Para tal, há que vasculhar todos os recantos e corpos, à procura de itens, sejam eles para vender ou para utilizar na criação de novos gadgets. A criação é muito intuitiva, muito pelo facto de cada item possuir uma indicação visual do que poderemos criar, tornando assim a tarefa de criação muito facilitada.
Como já referi, Rage é em primeiro lugar um shooter em primeira pessoa, mas a id quis oferecer uma outra vertente, a utilização de veículos e respetivas corridas. A inclusão de veículos torna mais fácil a deslocação pelo mapa de jogo, onde o acesso a determinado local não é sinónimo de uma penosa e longa caminhada. Os veículos também podem ser personalizados, desde a colocação de temas, aquisição de armas, melhorias a nível da suspensão, pneus, e muito mais. As armas nos veículos são importantes, pois com o avançar do jogo vamo-nos deparar com veículos inimigos que barram a passagem, havendo só uma solução, abate-los sem piedade. É de salientar pela positiva a inclusão de veículos a um FPS, onde não existe a sensação de deslocação do resto do jogo.
Para além da sua utilização na deslocação pelo mapa de jogo, os veículos vão-nos dar acesso a corridas inspiradas em MotorStorm. É claro que não está ao mesmo nível, mas não deixa de ser uma variante diferente no jogo, sendo um complemento benéfico. O tipo de corridas são diversas, onde temos desde o simples time-attack passando por corridas com e sem armas contra adversários. Aqui a IA fica um pouco aquém do que seria desejável, não dão muita luta.
Como FPS, Rage está acima da média, com armas muito interessantes, uma boa jogabilidade, tudo combinado com uma excelente construção dos níveis, tanto interiores como exteriores, onde a beleza gráfica é o que mais salta à vista. A IA dos inimigos é que poderia estar mais aprimorada, limitam-se a esconder-se e muito pouco mais. Há alturas em que fogem, quando estão em dificuldades, mas não passa disso, não os vemos a flanquear a nossa posição. Muitos dos inimigos limitam-se a correr em nossa direção, sem qualquer tipo de estratégia.
Os amantes do modo multijogador não foram esquecidos, apesar de não existir um modo competitivo na componente FPS. Como shooter, Rage oferece cooperação para dois jogadores (Legends of the Wasteland), que são missões em locais retirados da campanha, mas com novas configurações e adaptadas a este modo, onde temos um arsenal pré-selecionado. Também temos corridas online (Road Rage), aqui sim existe um modo competitivo, onde entramos em corridas frenéticas, que podem ser simples corridas através de checkpoints, recolha de objetos, e até arenas onde apenas um irá sobreviver. À medida que vamos subindo de nível, teremos a oportunidade de adquirir novos veículos e upgrades para os mesmos e personalizá-los à nossa maneira. O multijogador do jogo não é nada de extraordinário, mas cumpre bem com a sua função, oferecendo ao jogador umas horas divertidas na companhia de amigos ou de jogadores de todo o mundo.
Rage é um jogo com variadíssimos sabores, onde por vezes parece que estamos a jogar algo do passado. Existe uma sensação de Déjà vu em determinados momentos, como se já tivéssemos experimentado isto antes. Muita dessa sensação está ligada ao comportamento dos inimigos, que reagem à nossa presença como em jogos já experimentados da id. O seu enredo é também um dos pontos desfavoráveis. Não sabemos bem o que andamos a fazer, a estória é muito superficial e a maioria das vezes andamos pelo jogo a completar missões que não sabemos bem onde encaixam. Tende a arrastar-se sem grandes picos de inspiração.
Confesso que fiquei um pouco desiludido com o jogo. De que vale uma atmosfera convincente sem uma narrativa a condizer? Apesar de tudo, o jogo não deixa de ser refrescante. Temos em mãos um jogo que merece ser experimentado. Consegue criar uma atmosfera pós-apocalíptica credível, muito devido ao seu fabuloso grafismo. Há que realçar uma vez mais o trabalho realizado a nível visual, pois é mesmo esse o ponto forte do jogo, que sustenta uma design maravilhoso. Como referi a versão analisada é a do PC, mas que os erros mencionados não farão mudar qualquer nota referente às versões Xbox 360 e PS3.